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Primeiro Prédio

No inicio da década de 30, o crescimento do comércio, da indústria e das escolas no município de Ijuí evidenciou a necessidade de atendimento médico-hospitalar.

 

A idéia de construir um hospital cresceu com a chegada dos médicos Amadeu Ferreira Weimann, Agostinho Brenner e Caio Neves Coelho, que contaram também com o incentivo de Álvaro Batista de Magalhães, Ulrich Löw e Antônio Setembrino Lopes. O sonho começou a tomar forma em 1933, quando a família Chiapetta doou dois terrenos para a construção do Hospital de Caridade de Ijuí.

 A fundação da Associação Hospital de Caridade Ijuí, data de 19 de junho de 1935, cncretizada mediante Assembléia na qual foram aprovados seus Estatutos. Em apenas um ano a instituição já reunia 80 sócios.

 O primeiro pavilhão do Hospital foi inaugurado no dia 09 de junho de 1940, sendo que o seu funcionamento ficou sob responsabilidade das Irmãs "Filhas do Sagrado Coração de Jesus".

 O Primeiro presidente da Associação foi o Dr. Artur Oscar Germany, que exerceu o cargo até 1940, quando então foi eleito o Sr. Antônio Setembrino Lopes, permanecendo no cargo, por sua vez, até o ano seguinte. O presidente seguinte foi David José Martins, que executou seu mandato até 1959. A construção do segundo pavilhão, bem como a remodelação e modernização do Bloco Cirúrgico, ocorreu durante a gestão exercida pelo comandante Henrique Rodolfo Gressler, até 1972, quando então o cargo passou para o Sr. Leony Coimbra de Souza, que exerceu até 1975. O Sr. Amadeu Ferreira Weimann, por sua vez, exerceu o cargo desta data até 1979, quando assumiu o Sr. Milton Ways, que exerceu as funções até 1986.

 A ousadia dos pioneiros liderados pelo juiz da Comarca de Ijuí, Artur Oscar Germany, ao fundar a Associação Hospital de Caridade juí, a 19 de junho de 1935, foi retomada, com mais ousadia, 50 anos depois, em 1985.

 Foto PerondiUm grupo de médicos começou a se reunir, insatisfeito com os rumos que tomava o Hospital, divorciado da comunidade e em estado de pré-falência técnica e financeira. Entre eles estava o pediatra Darcísio Perondi, que se destacava em nível estadual e nacional pelas campanhas em prol do aleitamento materno. Ijuí vivia a Retomada do Desenvolvimento, ganhava uma Universidade, precisava evoluir na área da saúde. O grupo buscou lideranças da comunidade e encaminhou uma chapa para disputar a eleição em 19 de junho de 1986.

 

 

Foi uma Assembléia histórica. Venceu a chapa liderada por Darcísio Paulo Perondi, com a proposta de abrir o Hospital à comunidade. A nova Diretoria enfrentou imensos desafios. O processo de mudança exigiu novas posturas dos profissionais de saúde, da área técnica e da área administrativa, contrariando lideranças tradicionais que julgavam isso impossível. A nova diretoria brigou muito pela profissionalização administrativa, pela contratação de auditoria externa, pela chefia de uma enfermeira-chefe, pela abertura do corpo clínico a novos médicos, pelo apoio da população ijuiense e regional.

 

"O Hospital é da Comunidade é a Comunidade é Você" traduzia a nova imagem e acabou consolidando o trabalho nessas últimas décadas. Estava introduzida a gestão baseada no tripé comunidade, diretoria e equipe profissional. Iniciava-se um novo ciclo de evolução permanente e constante.

 

Em oito anos, triplicou o número de associados. A diretoria buscou aproximação com associações de bairros e sindicatos que passaram a ter representação. A comunidade passou a apoiar, a criticar, ajudar e ver resultados. O Hospital passou a fazer parte da Comissão de Saúde, hoje Conselho Municipal de Saúde. Funcionários passaram a ser ouvidos e, em 1987 criaram a sua Associação, a AFHOCAI, que construiu, com apoio da diretoria, a sua sede própria. A creche foi ampliada e mereceu carinho especial.

 

Mas um desafio maior precisava ser superado. Diretorias anteriores haviam promovido reformas e ampliações, mas era preciso construir um novo espaço, maior, definitivamente ajustado às necessidades. Chefias foram consultadas, a diretoria foi firme e, em julho de 1988, empresa de engenharia especializada em hospitais apresentava e primeiro projeto e o desenho de fachada do terceiro bloco. A pedra fundamental foi lançada em novembro e em janeiro de 1989 foram iniciadas as escavações das fundações.

 

O TERCEIRO BLOCO

 

A participação da comunidade foi decisiva para a concretização do terceiro bloco. Começou em Ijuí, expandiu-se para a região e promoveu uma revolução na população do Estado, a través do Bônus da Saúde.

 

 

Em Ijuí, donativos de todo o gênero, inclusive a de uma dúzia de ovos, chegavam àConstrução do Terceiro Bloco administração do Hospital. Foi formada uma Comissão de Obras, integrada por lideranças da comunidade, que administrava os recursos e processos de licitação. Grupo de mulheres organizou a campanha do tijolo nas escolas. Clubes de serviço e comunidades religiosas promoveram eventos com lucro para a obra. Prefeituras doavam areia e pedra brita. Empresários foram chamados a participar do Carnê Comunidade. Médicos contribuíram mensalmente para custear a mão-de-obra. A Campanha da Soja, junto a agricultores de 40 municípios da região, arrecadou 20 mil sacas nas safras de 1989 e 1990. Rifas e o Bingo da Saúde incrementaram a arrecadação.

 Autoridades, políticos, médicos, dirigentes hospitalares e parceiros vinham conhecer a obra. O mutirão comunitário envolveu até uma organização social de Grabenstätt, na Alemanha. A Fundação Internacional de Lions Clubes fez a doação de US$50mil. Equipamentos usados foram doados dos Estados Unidos pela American Medical Foundation.

 Mas o grande salto foi proporcionado pelo Bônus da Saúde, uma iniciativa inédita no Estado e que o presidente Darcísio Perondi e sua diretoria tiveram a ousadia de implantar, em parceria com hospitais filantrópicos de Santa Maria, Pelotas, Caxias do Sul e Passo Fundo. Foi um empreendimento arrojado, sério, de amplo alcance social que divulgou Ijuí e sua energia comunitária para todo o País. O Bônus da Saúde proporcionou, de 1990 a 1994, a conclusão da estrutura de 8.200 m2, a ampliação do número de leitos, a aquisição de moderna tecnologia e o atendimento qualificado. O Hospital investiu, na construção do terceiro bloco, US$3.500.000,00 em área física e US$1.700.000,00 em tecnologia, proporcionando à sua equipe de saúde uma das melhores estruturas do Estado.

 

Cada inauguração de setor causava novas alegrias. A primeira foi a da Radiologia, em novembro de 1992. Seguiram-se a da Oftalmologia, em março de 93, a dos Recursos Humanos, Banco de Sangue, Banco de Leite e estar médico, em dezembro de 93 e da primeira unidade de internação, no quinto piso, em janeiro de 1994. Em setembro de 94, uma bela solenidade marcou a inauguração do pronto socorro e do ambulatório, no subsolo, e de todo o primeiro piso, com a recepção principal, farmácia e laboratório. O moderno auditório foi equipado mais tarde.

 Nos anos seguintes foram sendo instalados a internação no quarto piso, centro cirúrgico e UTI adulto, centro obstétrico e a UTI de crianças e recém-nascidos, que tem sido um instrumento da redução da mortalidade infantil na região.

 

CONQUISTAS MARCANTES

Paralelamente à construção do terceiro bloco, foram sendo feitas reformas e adaptações nos demais blocos. Um dos exemplos expressivos foi a instalação da Unidade de Hemodiálise. O Hospital passou a realizar transplantes de córneas e transplantes renais; investiu em urologia; aplicou recursos em endoscopia e tomografia. Introduziu o cargo de diretor técnico, passou a contratar médicos para o plantão 24 horas, adotou de forma pioneira na região, em 1994, o programa de Qualidade Total visando encantar o cliente, lançou programa de qualidade médica orientado pela Associação Paulista de Medicina, apoiou a realização de jornadas médicas e de treinamentos e seminários de funcionários, informatizou o hospital e instalou dezenas de novos serviços.

 

A administração, componente do tripé com a diretoria e a comunidade, foi desafiada a enfrentar e superar muitos desafios. Mudou a configuração do quadro de chefias, que buscam harmonizar e fazer avançar o trabalho na instituição. O papel do administrador passou a ser fundamental.

 

Germano Gazolla (de 86 a julho de 95) foi o primeiro a trabalhar com o presidente Perondi, sendo inclusive coordenador do Bônus da Saúde. Atuaram também na função Gerson Franco (dezembro de 86 a maio de 92), Fernando Maria Branco (dezembro de 91 a julho de 1996), Orlando Belli (96 a 98), Edemar Paula da Costa (de janeiro de 99 a março de 2002) e José Carlos Nascimento (junho de 2002 a junho de 2004), tendo como administrador adjunto João Luiz Leone de Senna, que assumiu como titular a partir de abril de 2005.

 

AS OUSADAS DIRETORIAS

 

A diretoria da Associação Hospital de Caridade de Ijuí exerce o controle comunitário sobre toda a dinâmica do Hospital, representando os associados. Fundamenta sua ação nos três "Cs" do voluntariado: consciência, comprometimento e constância. Dirige esta grande empresa social que não pára nunca, cuida de vidas humanas e tem como cliente o SUS.

 

Os líderes de 1935 implantaram aqui o modelo das Santas Casas de Misericórdia, oriundas de Portugal no século XVI. Hoje, são reconhecidas como pioneiras no movimento de organização social no Brasil.

 

As sucessivas diretorias se ativeram a esse papel, retomado com força, ousadia e perseverança a partir de 1986. Muito dessa ousadia se deve ao ex- presidente Darcísio Perondi, atual conselheiro fiscal, que provocou a diretoria a ir muito além de suas atribuições estatutárias. Tem sido assim nestas últimas décadas, com reuniões periódicas e  decisivas para a continuidade do crescimento da instituição.

  Os médicos que participaram da diretoria no período 1986 a 1994 foram: Paulo de Tarso Craidy, Cláudio Michel, Carlos Alberto Dias, Alencar Bernardi de Souza, Carlos Marques e Silva, João Batista Zimmermann, João Alberto Kopf, Maria Luiza Meister Pinto, Sérgio Dutra e Nelson Lozza Quinto. A partir de 2000, integrou-se ao grupo a dra. Marília Thomé da Cruz.

 UTI´s, CACON , PLANO DE SAÚDE E INSTITUTO DO CORAÇÃO

 

 UTI Neo/Pediátrica

A ocupação completa do terceiro bloco teve sua culminância no ano 2000, com unidade deinternação pediátrica e a sonhada UTI neonatal e pediátrica, inaugurada pelo ministro da Saúde, senador José Serra. Ao mesmo tempo, era ampliado o Serviço de Hemoterapia. Reformas no primeiro bloco permitiram a ampliação física e tecnológica da Hemodiálise.

 

 

 

CACONNa sua visita, o ministro Serra lançou a pedra fundamental do Centro de Alta Complexidade em Oncologia, sinalizando a determinação do presidente Darcísio Perondi em articular a escolha de Ijuí para os investimentos no tratamento do câncer. A parceria tornou-se realidade em 2002 e em 2003 o Cacon abriu as portas, funcionando plenamente desde 2004. Em dezembro de 2003, o HCI obteve autorização da Agência Nacional de Saúde Complementar, para operar, a partir de 2004, o Plano HCI Saúde, atualmente Unimed/Noroeste/RS.

 

 

Em 2007, o desafio foi a inauguração do Instituto do Coração, uma parceria do HCI com o Ministério da Saúde e com o Governo do Estado.   A diretoria do HCI sempre buscou parcerias importantes para conseguir atingir objetivos bem claros da intituição, em cima de um planejamento estratégico organizado até 2013. Na verdade, o HCI está focado naquilo que é sua vocação, trazer novas tecnologias e oferecer serviços que os demais hospitais não possuam, evitando assim uma competição desnecessária e reforçando a condição de hospital macrorregional. A meta traçada há cinco anos de garantir um serviço de cardiologia de primeiro mundo é sem dúvidas a maior conquista da instituição, mais mais do que nunca uma conquista da comunidade de Ijuí e de toda a região.  A determinação  da diretoria do HCI, foi determinante para a efetiva implantação do Instituto do Coração, que hoje realiza consultas, exames, as mais complexas cirurgias do coração, cateterismo, angioplastia e ainda trata de doenças neurológias e vasculares. Também conta um atendimento diferenciado em infra-estrutura apropriada, como a UTI Coronariana, uma unidade de cuidado médico intensivo especializada em doenças do coração, em especial aquelas decorrentes de deficiência de circulação, como infarto. A UTI Coronariana é a quarta unidade de tratamento intensivo, junto com as UTIs Adulto, Neonatal e Pediátrica. Assim como os demais, funciona durante às 24 horas do dia, com dez leitos. 

Sem dúvida, uma bela caminhada. onde a diretoria estimula a transformar desafios em oportunidades, em consolidar competências em várias áreas de atendimento, contando com a força do quadro administrativo, do empenho da equipe de saúde e da equipe técnica. E a comunidade ajudou a construir uma nova história para o seu hospital, que hoje tem como presidente, o voluntário Claudio Matte Martins.

 

 

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